Existem inúmeras uniões fundamentadas quase exclusivamente em relações sensuais; muitas são duradouras, pois resultam de uma seleção dos parceiros entre si, a qual os torna quase insubstituíveis um para o outro; eles conhecem as preferências e hábitos sexuais de cada um e se acostumam um ao outro. Basta, porém, diminuir a potência sexual de um deles ou surgir uma doença que interrompa temporária ou definitivamente as suas relações, pra aparecer então o vazio psicológico entre os dois. Muitas uniões se dissolvem assim, por se terem baseado tão somente no prazer dos sentidos; as pessoas tomam consciência de que eram apenas "objetos" de satisfação recíproca; o mais frustrado começa então a procurar outros "objetos", e termina caindo no mesmo círculo vicioso. Inúmeras pessoas passam a vida inteira à procura de novos "objetos" de prazer, sem tomar consciência do que se está passando com elas; dizem, então, que o amor é uma "loteria"ou uma "ilusão"; que o amor é constituído só de "momentos" que precisam ser vividos e aproveitados ao máximo; ou, ainda mais simplesmente, que "não acreditam no amor".A sensação de ser "objeto" torna-se , às vezes, intolerável, Marilun Monroe ter-se-ia suicidado em grande parte por não aguentar mais ser considerada como "objeto" de prazer: a palavra "objeto" foi escrita por ela mesma.
Por isso, muitos chegam à conclusão de que "sexo não é tudo no Amor" e de que é preciso haver outros aspectos a fim de que os parceiros se amem. Entre estes se encontram o sentimentos e a simpatia que, na realidade, constituem, na maioria das vezes, o resultado de uma relação "transferencial".
Autor desconhecido.

